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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Vou sair à noite! YEAHHHHH!

Não sei qual das duas mais histérica: se eu com 14 anos pronta para a minha primeira ida a uma discoteca algures na linha de Cascais (daquelas com matiné, que terminava às 22h - já sei chamava-se Bahaus!!!) - se eu com 30 anos após duas filhas e uns 400 (?) dias com ordem de clausura.

Não sou louca para levar estes tamancos, como devem imaginar.

Não é que, desde que elas nasceram, seja o programa que mais aprecie, até porque isto nunca acontece:


Já todas sabemos que, com filhos em casa, não há descanso que nos valha no dia seguinte, nem dá para ficar a babar a almofada e a emborcar litradas de coca-cola zero e um granda bigmac (sim, era este o meu ritual de pós-noitada) e, como já não vou p'ra nova, sei o quanto custa recuperar. Por isso, não vou ver o sol nascer, não senhora. Mas vou divertir-me, isso de certeza!

No sábado, dia 27 de maio, vou à V FESTAZUL, no Convento de S. Francisco em Santarém. Nunca fui (apesar de no ano passado terem lá estado meio milhar de pessoas, eu não estive - seria por estar muito grávida?) e sempre me disseram que era uma festa GIRÍSSIMA, por isso este ano vou lá abanar o esqueleto.

Além do ambiente, da atuação dos DJ Gonçalo Henriques, Fernandinho e Corto Maltese, sei que o propósito da festa não poderia ser melhor: com a organização das Asas Pela Vida, e com o patrocínio do Gotik Gin e da CUF Hospital Privado de Santarém, o dinheiro das pulseiras vendidas reverterá a favor da Ajuda de Mãe de Santarém

Digam que vão, aqui no evento!

Se no ano passado, juntou-se na festa mais de €8000.00 a favor da Fundação Luiza Andaluz, espero que este ano iguale ou supere!
Vamos lá divertirmo-nos e sermos solidários?
Conto convosco, gente de Santarém (mas não só)!

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Migas que não reparam que mudámos a cor de cabelo merecem o quê?

Aqui o estaminé andou ao rubro com as (não-)mudanças de visual da Joana Gama/ californianas não sei de onde (não eram da Califórnia segundo certa anónima). Eu cá acho que ela está giríssima. Sou a primeira a elogiar a moça, acho que lhe fica meeeeesmo bem aquele corte e aquela cor. Só acho que podia dar ali uns toques com o babyliss antes de sair de casa. Esperem, eu não disse isto. A gaja que quase nem seca o cabelo nem se maquilha quase nunca - eu - a dizer que a outra devia passar o babyliss, como se isso fosse prático em dias de trabalho (bitch, please...).

Mas a verdade é que ela não merecia estas minhas palavras de apreço. Sabem o que é pior do que o nosso mais-que-tudo não reparar que estamos kitadas? Uma gaja não reparar. Ou reparar mas não achar que foi nada digno de um "estás diferente". Buaaaaaaa amarrei a burra.


*fotografia Ties para a campanha da Zilian
Vamos aqui colocar duas imagens. Um antes e um depois.

Tentem ignorar a cara de parva. Se conseguirem.

Sim, eu sei que não cortei um palmo, nem fiz franja, nem fiz permanente, nem pintei de rosa. Mas não se nota nada? Como não se nota? Não estou a perguntar se gostam ou não (podem opinar, claro), mas não vêem nada? Não me falhem, não vos perdoo! Eu não queria uma mudança radical, quis pintar de castanho.

A Catarina do Cut By Kate (o meu cabeleireiro em Santarém que, além de muito bonito, tem imenso cuidado com os produtos que usa, super seguros para quem está grávida, amamenta e preocupa-se também com a sustentabilidade, o ambiente, etc) avisou-me que, tendo madeixas por baixo, ficaria mais claro nessa zona, mas assim mesmo, quis experimentar. Usámos um tom quente e eu gostei imenso (eu, que sou sempre super crítica e que acho que tudo me fica mal eheh). Gostei tanto que quero continuar morena mais uns tempos (eu, que sempre disse que gostava de me ver era loura, talvez por saudades da minha cor em miúda, que se alterou na adolescência).

Se estão a pensar que merecia um grande corte, guardem essas tesouras e navalhas que eu ando louquinha por ter o cabelo bem comprido (depois, quando me fartar, corto mais radicalmente, prometo) e acho que assim fica com potencial para apanhados, para uns caracóis, umas tranças. Gosto para o Verão, pronto. :)




*fotografias Ties para a campanha da Zilian

Mais fotografias do cabelucho, aqui.



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domingo, 16 de abril de 2017

Somos muita feios todos.

Sim, sou uma babada em tudo o que à minha família diz respeito. Gosto de nos ver juntos, com roupas a combinar ou de pijamas desemparelhados e cheios de remelas num domingo de manhã. Por alguma razão - talvez vaidosice ou aquela mania romântica com que a Joana Gama goza - acabo por escolher para aqui as fotografias de que gosto mais. Mas quem me segue nos stories do instagram já me viu de pijama de urso polar, a lavar a louça ou numa tentativa de spa na banheira da casa de banho - claro que tive de me limpar a correr porque a Luísa acordou. A vida como ela é. Mas esta também é a nossa vida: mesmo que a posar para a lente. Somos nós. Mais arranjadinhos, mas nós. Juro que o facto do David também estar a combinar não foi propositado, mas delirei quando o vi assim. Pirosos. Amorosos. 

Feios, para uma ou outra e mais que venham. Somos muita feios todos. Ou será que queriam dizer FELIZES? <3


O tio Frederico a fazer macacadas para elas se rirem







Apesar da minha postura que não lembra ao Diabo - e como me disseram no instagram, vem aí a terceira (ahahah) - amo esta foto!


Sandálias - Maria Pipoca
Vestido Isabel - Boboli
Túnicas Luísa e Joana (já de colecções passadas) - Ivens

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sábado, 15 de abril de 2017

Ela quer dois irmãos e agora?

Quem não quer? Não consigo imaginar nenhuma criança que pense que gostaria de ser filha única para o resto da vida. Eu sinto que tive as duas experiências, por acaso. O meu primeiro irmão nasceu quando eu tinha 10 anos e o outro quando eu tinha 20. 

Mesmo assim, apesar do primeiro irmão, sinto que sempre fui tratada como filha única pela minha mãe. E não vejo isso de ser "filha única" como uma desvantagem. Nunca percebi muito bem o "mimo demais", o "nota-se mesmo que és filho único". Acho que não é preciso ter irmãos para se perceber uma data de valores. Percebe-se também tendo-os, mas se não se tiver, pode-se chegar lá na mesma. 

No outro dia, quando conhecemos este cão maravilhoso de uns vizinhos nossos, ela fartou-se de dizer que "A Necas é irmã do cão". 

O Frederico olhou de lado para o cão e tentou encaixá-lo na minha agenda para conseguir averiguar onde é que o Melvin e eu tínhamos trocado algumas carícias. O que é facto é que tanto saindo ao Melvin como ao pai, teria o mesmo formato de olhos, mas não me vou alongar para ver se me escapo a esta questão como uma senhora. 


O mais giro foi, no outro dia, quando a Irene disse que queria ter dois irmãos: uma menina chamada Helena e um menino chamado Farmácia.


Quando antes me falava de irmãos e eu ainda estava indecisa, confesso que me tocava mais no coração. Agora, mais racional, percebo que é um grau de parentesco que está a perceber e que já vai reconhecendo nalguns amigos como a Luisinha e a Isabel. 

Já lhe tentei explicar que a mãe tem uma coisa no pipi chamada DIU, mas ela perguntou se dava pontapés e se um dia ia sair quando eu fizesse força. Expliquei que esperava que não que se quisesse que mais coisas saíssem do meu pipi, poderíamos experimentar ter um farmácia para ver até se deixava de ter de comprar Ben-u-Ron. 



Olhem lá se o rapaz não é sensual? Os donos que me perdoem estes innuendos. Senti que havia clima entre os dois, mas nunca fui avante, não se preocupem.


Outros textos: 

"Quando é que eu tenho o próximo?"

"Ela pediu-me um irmão." 

"Vou pôr um DIU."

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Eu não vou envelhecer.

Está decidido. "Vocês" é que têm andado a gastar dinheiros em caracóis velhotes (já que se babam tanto), em Cogumelos do Tempo (tudo o que meta cogumelos remete-me para festas de trance) e ainda há quem se besunte de placenta para parecer que ainda tem idade para ir ao Urban e, sem querer, ter-se esquecido de metade da saia. 

Já tenho umas rugas e uns cabelos brancos, por isso, tudo indicaria que eu iria envelhecer como o resto de vocês, as comuns mortais - mas não. Vocês vão ficar com as costas tão dobradinhas que vai parecer que vão sempre a subir mesmo que o passeio seja a direito. Eu cá não! Eu aos 80 ainda vou andar de jardineiras e a dar pinotes (não no sentido sexual) como este homem: 

Carlos Alberto Vidal - O Avô Cantigas

Reparem que o moço já é avô desde sempre. Lembro-me do dia em que ele foi visitar a Escola nº2 da Rinchoa e reparei a que confins foi conduzida esta estrela da nossa infância: RINCHOA. Quem vai à Rinchoa tem de ir a Costas de Cão, etc. Não se pode ir só a uma aldeia. 

Este homem, bem vi numa reportagem há uns meses, parece continuar são que nem um pêro, cheio de vontade de dar saltinhos como se os joelhos ignorassem os 60 anos e estivessem habituados a C4 Pedro a noite inteira. 

Há 35 anos que este pedaço de má vida (nunca entendi se isto é mesmo um elogio) ilumina o imaginário e o real de crianças da Rinchoa e não só. Quero parabenizar o product placement da marca de jardineiras que o tem acompanhado desde cedo, mas acima de tudo, quero dizer o seguinte: 

Senhor avô, será que tem tempo para tomar aqui um cafézinho com a menina e salivar um pouco para dentro de um tupperware? Chegaria um litro. Se conseguir babar-se dois litros, ainda faço um giveaway no blog. Quero muito em pegar nessa sua saliva e barrá-la pelo meu rosto e pelas minhas mãos que, apesar de 30 anos, não têm o aspecto jovial das palmas das mãos da sua contemporânea Teresa Guilherme. Estou a mentir, um dos sítios onde quero muito colocar a sua saliva (desta forma saudável e sem comprometer compromissos familiares) é nas minhas maminhas que têm a mania que são instagrammers e estão sempre a olhar para baixo à espera de serem apanhadas desprevenidas, parece-me. 

Pode? Pode babar-se para o meu tupperware, senhor Carlos? 

Obrigada. 

Ps- Vou levar o que costumamos usar para a sopa que é maior. Mais vale haver espaço a mais do que a menos, não é? 

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domingo, 9 de abril de 2017

As "mães dos blogs"



As "mães dos blogs" também dão puns.

As "mães dos blogs" também têm daquelas borbulhas chatas dentro do nariz que doem mais do que fazer o buço.

As "mães dos blogs" também têm ataques de choro.

As "mães dos blogs" também batem com os dedos mindinhos nas mobílias.

As "mães dos blogs" também perdem a paciência.

As "mães dos blogs" também têm cuecas velhas e soutiens russos.

As "mães dos blogs" também se cospem de vez em quando enquanto falam de boca cheia.

As "mães dos blogs" também têm ranho.

As "mães dos blogs" também têm o cabelo oleoso.

As "mães dos blogs" também vêem televisão de caca.

As "mães dos blogs" também acham que não têm a vulva perfeita.

As "mães dos blogs" também têm kgs a perder.

As "mães dos blogs" também não têm relações perfeitas com os filhos. Ou com os pais.

As "mães dos blogs" também não gostam de atender chamadas de números não identificados.

As "mães dos blogs" também acham que os senhores do MEO andam um pouco intrusivos demais a impingir que se associe o telemóvel à conta da televisão.

As "mães dos blogs" também acham que os produtos biológicos são caros demais.

As "mães dos blogs" também comem muita trampa às escondidas delas próprias.

As "mães dos blogs" também têm segredos.

As "mães dos blogs" também têm roupas que não são "para mostrar".

As "mães dos blogs" também gritam.

As "mães dos blogs" também dizem asneiras.

As "mães dos blogs" também fazem cocó.

As "mães dos blogs" também ficam com um dedo ou outro sujo de vez em quando quando mudam fraldas mais cheias de cocó.

As "mães dos blogs" também têm amigas fixes.

As "mães dos blogs" também sentem que não têm tempo para nada.

As "mães dos blogs" também apanham trânsito.

As "mães dos blogs" também têm dias de merda.

As "mães dos blogs" também têm macacos no nariz.

As "mães dos blogs" também têm de arrumar a sala depois do furacão ter passado por lá.

As "mães dos blogs" também dão erros de ortografia.

As "mães dos blogs" também trabalham.

As "mães dos blogs" também têm partes da casa que não parecem o Pinterest.

As "mães dos blogs" também fazem terapia.

As "mães dos blogs" também têm candidíase.

As "mães dos blogs" também acham que é um gasto parvo de dinheiro ir de avião para o Algarve.

As "mães dos blogs" também gostam de ter vários champôs diferentes na banheira consoante o mood.

As "mães dos blogs" também não conseguem deitar sapatos fora porque "nunca se sabe".

As "mães dos blogs" também têm celulite.

As "mães dos blogs" também têm virilhas para fazer.

As "mães dos blogs" também arrotam.

As "mães dos blogs" também têm discussões em casa.

As "mães dos blogs" também vão à Primark.

As "mães dos blogs" também odeiam partes do corpo delas.

As "mães dos blogs" também querem ter mais e ser mais e, muitas das vezes, o principal obstáculo são elas mesmas.

As "mães dos blogs" também têm calos estúpidos nos pés.

As "mães dos blogs" também têm aquele pêlo parvo que cresce num sítio esquisito do corpo e que, quando se lembram, já está enorme outra vez.


As "mães dos blogs" também são "mães" só que têm blogs. Umas falam sobre isso outras não, mas todas passamos pelo mesmo.

(digam-me que sim que acabei de dizer aquilo do pêlo esquisito que me cresce na bochecha esquerda...).

Uma publicação partilhada por Joana Gama (@joanagama) a
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

EU cortei-lhe o cabelo e...

Quando fiz o primeiro corte quase chorei. Fiz aquele erro crasso de principiante que é esticar bem o cabelo para baixo de um dos lados e zás - tesourada a direito. Ora, quando larguei, subiu ao lugar dele e ficou acima do que eu queria. Quem me mandou?! Disse para dentro, quase a morder a língua. "Estás linda, filha!" disse-lhe, com vontade de me mandar para baixo de um camião. Por que é que as mães têm de achar que conseguem fazer tudo e ainda várias coisas ao mesmo tempo? Ele é cortar batatas com facas afiadas com eles ao colo enquanto se limpa o ranho e se faz agachamentos e tudo isto sem dormir grande coisa. Ele é maquilhar-nos no carro no trânsito enquanto se faz caretas e canta O Panda Manda? Calminha. Está bem que está provado cientificamente que o cérebro das mulheres faz mais sinapses, mas daí a querermos ter dotes para tudo vai uma distância. Achei que ao levar as duas ao cabeleireiro para cortar ia demorar mais tempo e assim poupava uns trocos. Oh senhores! O arrependimento enquanto lhe cortava. E depois ela não parava um bocado quieta e aquilo já me estava a enervar. Pontas e mais pontas e o raça do redemoinho que ela tem atrás igualzinho ao do pai e "agora ficas aqui com um corte à Bairro Alto todo excêntrico que te lixas". Resolvi parar. "É melhor irmos a uma profissional, antes que vá cortanto cortanto cortando para melhorar e fiques com um corte à padreco.

Mas afinal hoje já gosto mais, até porque no dia seguinte, com mais calma e mais em mim, fui aparando os pequenos cabelos que tinham ficado mais desalinhados e porque já me habituei a vê-la assim de cabelo curto. Fá-la mais pequenina e gosto disso. Está mais fresca, mais prática e com um ar muito querido. Não está perfeito, não está (de longe), mas não está nada mal.

Mas, pelo sim, pelo não, acho que não me meto noutra. Não vá ficar como o corte que a Joana Gama fez à Irene uma vez. (ahaha gargalhei outra vez só de ver).















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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Pai em Pânico #4 - "Vai-te lixar, susto!".


Já passou mais de um mês desde que escrevi a última crónica do “Pai em Pânico”. Para as cerca de 7 pessoas e 2 gatos que pensaram “eu até gostei das outras, porque é que a próxima está a demorar tanto?”, eis o motivo: um susto na gravidez da minha namorada.

Felizmente está tudo bem, mas em breve perceberão que foi um mês de expectativas quebradas a cada esquina e que a vontade de escrever algo “engraçado”, não abundava.

Como sei que estou a falar para um público composto maioritariamente de mães altamente informadas, e de alguns pais que não admitem seguir este blogue sobre risco de serem chamados de “maricas” pelos amigos, não vou poupar nos termos técnicos. Afinal, se há coisa que eu fiz em Janeiro foi tirar uma Bacharelato em Medicina Obstetrícia. Hoje em dia estou capaz de olhar para uma ecografia e, medindo a direção do vento com a ponta do meu dedo humedecido, dar-vos ao perímetro cefálico da criança com precisão à milésima de centímetro.

Mas o que é que aconteceu ao certo? No início do ano, e sem motivo aparente, detetou-se que a bolsa amniótica tinha pouco líquido. Quão pouco? Do estilo, a manhã após uma festa da espuma no Docks, pouco. Do estilo, tem de ficar internada porque há a possibilidade de ter um parto prematuro às 30 semanas. Do estilo, a criança nascendo, vai passar largas semanas numa incubadora porque só tem 1kg. Do estilo, caiu-me tudo!

Durante 10 dias, a minha namorada esteve internada, em repouso absoluto, num estado capaz de meter inveja a um funcionário público sob falsa baixa médica. O líquido amniótico subiu, mas apenas para o estado ligeiramente acima do crítico e a necessitar de vigilância continuada. Os CTG’s (cuja sigla significa “como tamos de grelo?” #truestory) davam bons sinais e a criança mexia-se em abundância, apesar de ter menos espaço do que um elefante a tomar banho num bidé.

Foi só recentemente, já depois de ter sido enviada para casa com indicação médica de não fazer esforço absolutamente algum e de me escravizar em tarefas domésticas até ao final da gravidez, que tivemos a confirmação que o líquido está a um nível aceitável e é previsível que a gravidez decorra com normalidade até às 39-40 semanas.




Aparentemente, o susto já passou e ainda bem. Detesto sustos, sejam eles na vida real ou sequer em filmes. É com relutância que vos confesso que sou um medricas autêntico. Já não me recordo da última vez que vi um filme de terror, pelo simples facto que não gosto de me sentir assustado ou sobressaltado. Sou um stressado por natureza e esforcei-me ao longo de várias semanas em manter o otimismo, nem que fosse para não acumular preocupação na minha namorada. Estou confiante que falhei em variadas ocasiões. Mas também estou confiante que o pior já passou e que vêm aí uma fantástica fase da nossa vida.

Numa nota final totalmente descontextualizada, esta pequena aventura ajudou-me a descobrir o meu público alvo, enquanto humorista. No espaço de 3 dias, o meu trabalho foi elogiado e fui reconhecido como “o gajo dos cartazes do Got Talent” por 2 pessoas a trabalhar ao balcão do bar de 2 hospitais diferentes, uma rececionista de um outro hospital e ainda pelo colaborador que me atendeu numa Decathlon. Ou seja, o meu público alvo é gente que está sentada atrás de um balcão, a atender outros!

A todos eles um “muito obrigado” por, sem saberem, me darem pequenas alegrias em alturas que muito precisava delas. A todos os médicos, enfermeiros e auxiliares de saúde que acompanharam este mês de “susto”... vão-se lixar, não fizeram mais do que o vosso trabalho! (estou a brincar, o atendimento foi sempre bom, atencioso e profissional. Obrigado!)

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

8 coisas a fazer antes de ter um bebé.

#1 Mudar imensas vezes a areia dos gatos.

Depois, se não formos imunes à toxoplasmose, não convém que mudemos nós a areia e podemos ficar com saudades. 




#2 Olhar imenso para o pipi 

Quiçá até conversar um pouco com ele. Ele vai sentir a nossa falta durante 9 meses. 




#3 Fazer amor em várias posições que não a de frango.

Só para nos despedirmos daquelas posições em que não estamos tão expostas ou até daquelas em que parecemos uma pessoa que pratica yoga e que gosta muito de sexo. 

#4 Ir ao dentista.

Literalmente. Tratar dele se for engraçado. Depois de ter um filho, isto das traições cai pior. Brincadeira. Tratar da dentuça toda que depois a ben-u-ron e a brufen não há grande coisa que nos acuda. Contar com os 9 meses de gravidez mais não sei quantos de maminhas e tetinhas e não sei quê. 

#5 Usar todas as lingeries mais atrevidas que tenham.

Depois, quando estiverem grávidas e mesmo uns tempos depois da criança nascer, as mamas não vão caber nos soutiens do costume (vão parecer um mocaccino entornado) e o pipi também não caberá tão bem nas cuecas. Fica a parecer quando tentamos embrulhar algo em papel de alumínio e não tirámos papel suficiente.



#6 Fazer análises.

À vida, ao tempo, à conjuntura, ao buço da melhor amiga... e ao sangue! Convém mesmo saber se o nosso corpo está em condições ou se parece aqueles panos húmidos nojentos que às vezes deixamos no lava-loiças e que estamos em negação sobre a quantidade de bactérias que terão.

#7 Deixar de tomar contracepção

Parecendo que não, é importante. Há quem dia que, quando tomamos contracepção, não há grandes probabilidades de ter um bebé. Pelo sim, pelo não, acho melhor tirar ou deixar de tomar. 

#8 Arranjar esperma.

Maria engravidou sem badalhoquices, mas a maior parte das pessoas é capaz de precisar de um pouco de sémen para gerar vida. Somos muita boas e multi-task mas ainda não conseguimos fazer isto dos bebés sem essa parte da equação. Podemos tentar, quer dizer. Nada nos impede. Se calhar se fecharmos os olhos e pensarmos só em coisas boas... 

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A outra está a passar das marcas...

Se há coisa que me faz confusão são aquelas pessoas que parecem ter um coração enorme, serem muito bondosas mas que, depois, sabem perfeitamente o que estão a fazer - no sentido de serem cabritas. Mais prefiro aquelas que andam sempre com cara de glúteo de um lado para o outro e de quem já se espera fezes de quando em quê. A outra já me anda a desapontar grandemente em coisas que acho que fariam mais parte da sua competência (como aqui) e agora, de repente, decidiu aprontar uma de bullying online.

Aqui está a minha filha toda apresentável (falta a gola à Camões de que ela falou ontem aqui, já sei) para o mundo beto, até com um ar ligeiramente triste de saber que afinal não vai poder continuar a ter 45 cavalos na sua quinta e a organizar festivais equestres. 


Depois, aqui está a minha filha com uma tortilha (bio, vá) na mão porque não houve grande tempo para o pequeno-almoço (até porque eu queria tirar fotografias para o blog ahahah) e decidi juntar-lhe um casaquinho plastificado vermelho. Compreendo que não pareça do lookbook capsule da Zara, compreendo que não pareça que vai ser baptizada hoje (nem vai ser em breve), mas vai com um apontamento de cor inesperado já que lhe quero estimular o gosto por cores fortes e não só "pastel" como se fosse para forrar uma cadeirinha antiga da casa da avó. 


Claro que todo este atrevimento estilístico, juntando ao facto de afinal se notar que comprei a camisola demasiado grande começou a fazer com que a Joana chorasse incomodada (não só porque chora com tudo), mas porque é muito estilo para alguém que use tantos apelidos. Começaram a arder com se fosse cebola e saiu-lhe aquele comentário ali em baixo: "Tadinha". 



Joana, ainda no outro dia foste contribuir para a caridade e hoje fazes uma destas? Ou se é bom de coração o tempo todo ou, então, é tudo só para manter aquele nível de gente de bem que faz coisas boas. Cá para mim queres uma igual e já não há ;) Ficaria muito bem com aqueles sapatos que vocês usam: as beijocas ou as feijocas ou lá o que é. 

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Coisinhas que podem ter achado giras ou que vos tenha feito arder os olhos:
Casaco - Vertbaudet
Camisola - Zara

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Sabem qual é a palavra mais bonita de sempre?

Achavam que eu ia dizer "mãe", não era? Errado. É "pai". Experimentem ter uma filha maeaólica e, depois de uns dias de férias com pai, começa a chamar por ele às vezes! Noites incluídas! Se não é o som mai lindo do universo! :)


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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Já vomito de tanta betalhada...

Já vos contei como foi o dia 24 aqui. No dia 25 fomos à casa da minha mãe, do João e do tio Pedro. Havia milhares de prendas para a Irene e ela deixou bem claro que as preferidas foram um estojo de maquilhagem (até porque me tinha pedido para a pintar quando saímos de casa) e uma caixa gigante de Lego (era só a caixa vazia - brincadeira). 

Abetalhei-a toda (a minha mãe gosta de coisas pipis) e tínhamos as duas roupas a combinar e lá fomos. Só quando fui gozada por uma leitora no instagram a dizer qualquer coisa como "ai que bem... nunca pensei" é que reparei na betalhada inerente. Até a própria Joana disse que nem a Isabel estava assim. Pronto. Aí quis ter um revólver à mão e rebentar com a mioleira porque até dentro de casa a mulher põe uma touca à bebé (pff, how beta can you go!).  Quando põem toucas às bebés, penso sempre que terão uma doença qualquer contagiosa. Parecem hospedeiras pequeninas. Depois admira-se que a Isabel tenha começado a falar mais tarde que a Irene, não conseguia ouvir nada com tanta touca, tanta mantinha para a cabeça... (vamos ignorar que a Irene ainda hoje precisa de ajuda para subir escadas, Joana, vá!). 

Bom. Se calhar já não posso dizer estas coisas. Abetalhei mais do que a Joana. É certo que ia passar o 25 a Oeiras, mas não precisava de exagerar. Vá lá que a miúda a meio do Natal tirou as carneiras e equilibrou um pouco as coisas. 

Se não fosse o meu ar evidente de quem nasceu na Damaia de Baixo em 1986, vocês poderiam pensar que este era um post da outra Joana. Ai não, esperem, deixem-me só escrever qualquer coisa amorosa e lamechas e com adjectivos caros (gente que vai para escolas finas é assim): 

A minha filha. Tão pequena e tão minha. Gigante no meu coração, pequena no universo. Que grandes aventuras te reservará este planeta, minha princesa flor. Te guardarei sempre junto ao meu peito onde o meu calor te apoiará nesta caminhada que é a vida, que é o sol do amor de flores e terrinas de Vista Alegre. Inexoravelmente (faltava o adjectivo). Tu. E eu. Santarém é vida. 

Joana Gama, resolvi vir aqui só dizer-te que inexoravelmente é um advérbio de modo. Não tens de agradecer. E sim, fizeste-me rir. Muito. Parvalhona. JPB










Coisinhas que podem ter achado giras:
Camisola ou túnica (vi no post da Joana que talvez fosse isso): Laçarote - Sweet Collection

Gancho (Joana, queres ajudar aqui? Se calhar depois de leres isto não queres haha) 

Ajudo, sim, mesmo que não mereças. 
Laço - Mademoiselle's Bow
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Os putos estão a dormir? Ainda não fizeram tudo na sanita? Então leiam mais isto: 

- "O nosso Natal é com pais separados juntos" - o Natal da Joana Paixão Brás



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

10 coisas para dizer à mãe de um recém nascido.

Se calhar somos más. Se calhar, quando ficamos enervadas com os primeiros comentários estamos só a não conseguir gerir bem o facto de termos passado pela experiência física mais desgastante de sempre da vida de uma mulher a não ser aulas de Bum Bum Brasil (ou 3B se formos finas). Se calhar, as pessoas estão desconfortáveis por estarem a assistir a um pequeno ser vivo que acabou de sair do nosso pipi, o sítio onde aproximadamente 9 meses antes entrou um pedaço do genital do nosso companheiro. Assim dito parece nojentinho, não é? Pois, se calhar as pessoas entram em piloto automático e só dizem mecónio porque não lhes sai nada melhor. 


 
Talvez precisem de ajuda para uns comentários mais criativos. Aqui vai: 


10 - Uau! Para quem acabou de ser esventrada, eu ia lá! Estás com óptimo aspecto!

Por muito que pareça altamente inusitado, no fundo, no fundo, gostamos de sentir que as pessoas até nos considerariam num "acto de loucura". A não ser que sejam familiares (o que é provável dada a visita ser no hospital) ou, então, profissionais do próprio hospital (também seria esquisito, a não ser que aparecesse um Karev, um Jackson ou um Derek - que Deus o tenha). 

9 - Quem me dera ter umas tetinhas assim!

Há coisas boas nisto dos primeiros meses e uma delas é ter umas mamas de pornstar. Um bocadinho vascularizadas demais? Ao ponto de parecer que tomamos suplementos e que foram só para as mamas? Talvez. Porém, são umas belas tetinhas e há que aproveitar. 

8 - Trouxe-te um Kinder Surpresa!

Epá, nós sabemos bem quais são os verdadeiros prazeres da vida. Não é ser mãe e plantar um livro ou escrever uma árvore (eu reparei no que escrevi). É mesmo mamar umas barrinhas de Kinder a ou mesmo uns 4 ou 5 ovos daqueles e pensar "há coisas mais importantes na vida que isto" e não haver culpa NENHUMA porque temos ali um ser que só sobrevive graças a nós.

7 - Olha, não sabia o que trazer, então trouxe-te 300 euros num cheque-prenda da Zara.

Como assim não se sabe o que é que se há de dar a uma mulher? Zara! Zara! Zara! Seja qual for o momento da nossa vida, queremos comprar "uma coisinha". E a Zara tem loja online, por isso mesmo que o nosso pipi ou a nossa cesariana nos impeça de andar como gente grande e nos faça andar tipo caracol (sendo o rasto, tudo aquilo que expelimos no mês seguinte pela vagina e que é nojento) dá para fazermos compras e para elas virem cá ter a casa. 

6 - O teu homem deu em louco e contratou uma empresa de limpeza para os próximos 20 anos. 

E são duas mulheres razoavelmente feias (vá, só para não ter que pensar no assunto) e altamente eficientes. Têm um gosto particular por ordenarem a roupa por cores e por estações e por tomarem conta de recém-nascidos. 

5 - Mulher!!! Não sei o que terá acontecido, mas ligaram-me da CGD a dizer que tinhas demasiado dinheiro na conta e que não têm mais espaço para guardar o teu dinheiro!

Ter dinheiro "fictício" ao ponto de não ter sido para o guardar parece-me fabuloso. Sendo que, depois de um parto, sabemos bem onde temos mais uns m2 onde podemos guardar coisas. Podem ficar algo sujas, mas nada que depois um Dettol não resolva.

 
4 - O miúdo é igual a ti, que sorte a dele!

Por muito que tenhamos escolhido o pai (às vezes acontece não termos escolhido, mas "compensa", vá), ficamos mais descansadas se forem parecidos connosco. Não, nós amamo-vos a sério que sim, mas... achamos sempre que somos mais perfeitinhas, até de cabeça (o único homem que esteja a ler isto que pare de se rir, sff). 

3 - Não vou pegá-lo ao colo só porque tenho saudades de bebés. 

Há muitas mães que não se importam e que adoram que os bebés sejam a batata quente daquele jogo quando éramos mais novos (a Joana Paixão Brás era um bocado assim, até emprestava a Isabel à senhora da portagem para procurar melhor se tinha trocos, na boa - não que as senhoras das portagens sejam perigosas, mas só por serem estranhas e, se calhar, por ser desnecessário). Porém, sendo que o bebé e a mãe acabaram de passar por um "trauma" e que provavelmente não irão beneficiar desse momento, o melhor é fazer a visita rápida, dizer que o puto é giro e voltarem para casa a tempo de ver a Pedra sobre Pedra (foi a última novela que vi, não tenho mais referências). 

2 - Apanhei ali a médica no corredor e ela disse que podes sair já amanhã. 

Não foi o meu caso. Confesso que houve um dia em que não queria sair porque estava aterrorizada porque achava que a criança ia morrer assim que ficasse só e exclusivamente a meu cuidado. No entanto, muitas mães só querem ir para o sossego do seu lar e que "a vida comece". Esqueci-me de tentar ter piada nesta, que chatice. 

1 - Vais ser uma óptima mãe. Nós sabemos. 

Ui. Mesmo a mulher mais segura do mundo, numa primeira "viagem" pelo menos, é mais provável que não esteja segura a 100%. Ouvir isto de quem nos conheça, de que estamos perfeitamente aptas para o ser, é um conforto gigante e que nos irá dar força para ultrapassarmos mais rápido algumas dificuldades. Quanto mais importante for a pessoa para nós, maior o impacto, mas qualquer pessoa ajuda nisto. 


Outra: se não souberem o que dizer, podem sempre sorrir, dar beijinho na testa da mãe, perguntar se podem ajudar nalguma coisa e sair. Sente-se o amor e carinho na mesma.

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domingo, 18 de dezembro de 2016

Farta deste cocó

Não há coisa que não caiba neste blogue e hoje o tema é uma merda, literalmente. Estão a ver ali a pessoa até com bom aspecto - assim ao longe (não conseguem ver as sobrancelhas e o buço a quererem espreitar as luzes de Natal) - a Luísa é uma bebé amorosa, amorosa, que desde que tenha barrinha cheia e ande de um lado para o outro, em babywearing preferencialmente, lá vai andando na vidinha dela sem grandes queixumes, o cenário é bonito - adoro estas luzes pingadas nas árvores da Avenida da Liberdade - mas a verdade é que, pouco depois desta fotografia, houve roupa suja, cadeirinha do carro suja, troca de roupa no carro, com o pai a fazer um número de contorcionismo digno de circo para a vestir e não nos constiparmos todos e eu dou comigo fartinha deste cocó. Eu que elogiava o cheiro do cocó só de leite (até gostava, confesso, não vale rir!), já me ando a passar com chafurdanços em cocó. É bom sinal, claro, a miúda não é presa, mas eu não consigo acertar com as fraldas/tamanhos/timings de muda e volta e meia ela afoga-se em cocó. Estou fartinha. Quando é que começa a fase do cocó de gente? Quando é que vou deixar de ter de meter roupa de molho? O problema dela acordar encharcada de chichi de manhã já está resolvido: meto a fralda dela e meto uma da irmã por cima, fica toda enchouriçada mas pelo menos não há mudança de roupa, lençóis e o diabo. Agora e durante o dia?... Soluções?

Desculpem lá o tema tããããão natalício... :)


Uma foto publicada por Joana Paixão Brás (@joanapaixaobras) a



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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Pai em pânico (#02) - Com muito cuidadinho...

Perto do final do primeiro trimestre de gravidez da minha namorada, tivemos um pequeno susto. Para dizer a verdade, um mini susto. Nem sei se chegou a ser um mini susto! A melhor forma que tenho de descrever é que seria o equivalente a um susto provocado por um fantasma introvertido: “Com licença… se não for transtorno… buh!”.

Não é necessário entrar em grande detalhe sobre o que se passou, mas a verdade é que “cuidado” passou a ser a palavra de ordem cá por casa. Fomos inclusivamente aconselhados a evitar qualquer espécie de relação sexual durante um mês, o que por mim não me preocupou nada. Eu sou um atadinho, introvertido, sem a autoconfiança para engatar sequer uma lima. Meses sem sexo tenho mais do que pedras no meu caminho. #castelodecastidade


Quando passou o dito mês, o médico disse que podíamos retomar as relações sexuais desde que o fizéssemos com muito cuidadinho. Uma vez mais, senti que estava a jogar em casa. Afinal as palavras “espera”, “mais devagar” e “ui ui ui” compõem todo o meu vocabulário de conversa porca na cama. Mas a verdade é que a primeira vez foi stressante. A todo o momento senti que estava a fazer algo potencialmente prejudicial. Se me permitem dar algum detalhe, eu estava tão preocupado que a cadência entre penetrações dava para ler o “Anna Karenina” de Tolstói. Por outro lado, é com muito orgulho que anuncio um novo record de endurance sexual: 57 minutos! Isto está de tal forma que aproveitamos o sexo para pôr o Game of Thrones em dia.

Felizmente, todo esse constrangimento já se encontra para trás e, ao entrar na 28ª semana, tudo está de volta ao normal, se não contarmos com aquela perturbadora ocasião em que 2 segundos depois de terminarmos, a minha namorada fez questão que me dizer que o bébé se estava a mexer imenso. Mas isso é tema para outra crónica.